QUEM FOI MINHA MÃE...
Dalva Bastos Walttort, nasceu em
Florianópolis, no dia 19 de dezembro de 1944, seu nome de solteira era Dalva de Almeida Bastos, era a mais
velha entre seus dez irmãos. Ela começou a trabalhar cedo para
ajudar minha avó Carmen, se formou no curso de educação física, onde fez carreira na antiga Escola Técnica Federeal de SC, hoje IFSC e Escola Estadual Básica Celso Ramos, onde anos depois o pré escolar da escola recebeu seu nome, Pré Escolar Prof. Dalva Waltortt, mas hoje este não existe mais....Bom! Conheceu meu pai, com sete meses de namoro se casou com ele, no dia 21/07/70, onde passou a se chamar Dalva Bastos Walttort, teve quatro filhas, sendo eu, uma das gêmea.
Ela sempre foi presente a tudo e com todos, muito família.
Muitos anos atrás, eu era muito pequena, houve uma briga de família, lembro que ela ficou muito triste, muito chateada...meus avós e três tias vieram morar com a gente. A primeira lição de vida dela....Nos ensinou o que é o AMOR, o que é FAMÍLIA. A família então cresceu...
Imaginem em casa morávamos nós seis, mais três tias e meus avós. Mas isso tudo foi muito gratificante...nunca estávamos sozinhas, tivemos de todos, dos nossos avós, tias, acho que por isso sei o que significa Amor de tias.
A mãe trabalhava o dia inteiro, mas ela fazia questão de
sempre estar presente. Muitas vezes mesmo cansada, ela lia para a gente antes de dormir, fazia questão de deixar o nosso almoço pronto, o café da manhã na messa. Quando o pai tirava plantão, a mãe sempre revezava para cada dia
uma dormir com ela. Era muito bom.
Lembro que eu tinha problemas para dormir,
sempre tive medo de tudo, medo de dormir, medo do escuro, medo de trovoadas... já virão né...eu fazia muito escândalo... eu era terrível. Mas mesmo assim ela não brigava comigo, me pegava no colo e ficava comigo até eu dormir, ela tirava isso de letra. Conforme fui crescendo essas noite de medos foi passando.
Um dia, meu avô adoeceu, ele teve que ser internado, ele sentia a nossa falta, mas não podíamos entrar no hospital, mesmo assim a mãe deu um jeito, ela foi até ao quarto dele e pediu para que ficássemos lá em baixo, olhando uma certa janela, minutos depois lá estava meu avô, na janela acenando para gente, todo sorridente....Segunda lição dela...Nada é impossível quando se ama alguém. ..Meu avô dias depois veio a falecer.
Três anos depois do falecimento de meu avô, nossa avó faleceu, sentimos muito pela sua morte, nossa avó nos ajudou muito, a mãe trabalhava e era ela ficava com a gente, também ajudou com a nossa criação. Mas a mãe foi forte. Mesmo sofrendo muito, várias noite eu a via chorando escondida, ela não se abateu, seguiu em frente. Onde nos mostrou que a vida continuava. Ela tinha que seguir.
Digo sempre ao meu marido Miro,
que nossa família, tem uma vínculo muito grande, não sei onde vem tanto amor, estamos nesta família, por alguma razão, não sabemos qual...mas a mãe lutou muito por nós. Acredito que é mais uma lição: ela Plantou o AMOR - e nós colhemos o AMOR!
Tudo foi muito bom, ela era muito especial. A mãe sempre soube administrar
tudo...Casa, trabalho, estudos...Nunca nos faltou nada. Viajamos muito com ela. TUDO FOI MUITO ESPECIAL.
Ajudava a todos e a TUDO!
Ela tinha muitos amigos, ela realmente
era muito especial. Não gostava de brigas. Amava
todos.
ELA FOI MUITO ESPECIAL.
Então veio a doença....

O que vocês acharam?
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